terça-feira, 14 de agosto de 2012

JA COMEÇOU...AS DESCULPAS


“Os parceiros financiadores bi e multilaterais que não nos apoiarem atempadamente neste período de transição, então, não nos poderão dizer depois que não realizamos eleições dentro do prazo previsto (um ano)”. Estas declarações foram proferidas pelo porta-voz do Governo de Transição, Fernando Vaz, à saída de um encontro do Governo no dia 2 deste mês com os parceiros financiadores da Guiné-Bissau.
À saída deste encontro, o porta-voz do Governo de Transição, Fernando Vaz, acusou a União Europeia (UE) de estar interessada a fazer a Guiné-Bissau regressar ao período antes do golpe de Estado, ou seja, querer concluir o processo eleitoral conforme a vontade do então Primeiro-Ministro, Carlos Gomes Júnior, interrompido na sequência do golpe militar.
O ministro da Presidência de Conselho de Ministros, da Comunicação Social, Assuntos Parlamentares e Porta-Voz do Governo, avisou à esta maior organização europeia (UE) que não venha a reclamar a eventual falha no cumprimento do prazo de realização de novas eleições por este Executivo, previstas para Abril de 2013.
O ministro da Presidência de Conselho de Ministros, da Comunicação Social, Assuntos Parlamentares e Porta-Voz do Governo, avisou à esta maior organização europeia (UE) que não venha a reclamar a eventual falha no cumprimento do prazo de realização de novas eleições por este Executivo, previstas para Abril de 2013.
Fernando Vaz, citou as organizações sub-regionais que têm dado as suas contribuições à este Governo neste período de transição, nomeadamente, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA) e no âmbito bilateral, a Nigéria, os quais, prometeram apoios financeiros para o normal desenrolar do período transitório na Guiné-Bissau.
Salienta-se que União Europeia é a maior parceira financiadora da Guiné-Bissau de todos os processos eleitorais. Neste momento, as relações entre o país e esta organização não são boas, desde que foi deposto o anterior Governo a 12 de Abril do ano em curso.



""CUSSAS TUDU NA CURI MAL CU NÓS PABIA DI CERTUS GUINTIS, I TCHIGA ORA DI BÓ CONTANU CAL KI DISTINU DI NÓ TCHON...CA NÓ SETA É CULPANU...
BÓ TIRA FIANSA NA EUROPEU É CANA SAFA NÓ MISTIDA, NÓ TEN CU PEGA CU NÓ MON...NÓ LANTA NÓ SIBI KÉ CU TEN...I KÉ, I KÉ?????""  - Américo Gomes, Músico.

Candidatas Miss Guine-Bisaau/Portugal 2012 na festa de Miss West Africa


A Fase final do evento será realizada no dia 22/092012, em Lisboa.



PROPOSTA de FISCALIZAÇÃO das ÁGUAS GUINEENSES


Uma empresa portuguesa apresentou segunda-feira ao Governo de transição da Guiné-Bissau uma proposta para fiscalização das águas territoriais guineenses, que pode ser alargada também ao controlo das fronteiras terrestres e ao espaço aéreo.
A empresa SegurNAV fez deslocar a Bissau dois técnicos que apresentaram na sala de reunião do Conselho de Ministros as suas soluções para a vigilância por satélite das águas guineenses.
Rui Capucho, consultor da empresa portuguesa fez uma apresentação do sistema, enfatizando que, com um só investimento, a Guiné-Bissau poderia passar a dispôr de equipamentos para controlar as suas águas territoriais, as suas fronteiras e o seu espaço aéreo, nomeadamente para os voos de aviões de pequena dimensão.


ENFIM... A NOSSA GUINÉ PRECISA DE BOAS NOTÍCIAS...PARA VARIAR



 O «TETCO/AL Chammaa Internacional Group» comprometeu-se a instalar na Guiné-Bissau uma central eléctrica com capacidade não inferior a 10 MW Heavy Fuel para a produção, transporte e distribuição de energia eléctrica no país.
Para efeito, o representante desta firma, de nacionalidade libanesa, Said A. Tahan assinou, a 11 de Agosto, um memorando de entendimento com o Governo de transição, que foi representado pelo Secretário de Estado da Energia, Eurico Abduramane Djalo.

O acordo prevê, entre outras coisas, a construção de uma refinaria de petróleo na Guiné-Bissau, assim como a criação de um depósito de combustível em Bissau.

Contactado pela PNN, Daniel Gomes, ministro da Energia, garantiu que dentro de três meses a execução prática do memorando entra em vigor.

Por seu lado, Said A. Tahan disse estar satisfeito com o convénio rubricado, tendo anunciado igualmente, para breve, os inícios de trabalho no país por parte da sua empresa.


Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network

O Quê Isso??????



 O ministro da Função Pública e o Secretário de Estado da Função Pública guineense, Carlos Vamain e Quintino Alves, respectivamente, envolveram-se, a 30 de Julho, em cenas de violência, verbais e quase físicas no Ministério onde desempenham os cargos.
O desentendimento, ocorrido na presença dos funcionários e altos responsáveis do Ministério, terá sido motivado pelas declarações de Carlos Vamain, que afirmou numa das sessões de reuniões que a estrutura orgânica do seu Ministério não tinha a posição de Secretário de Estado.

Neste sentido, de acordo com uma fonte do Ministério da Função Pública que avançou com a notícia à PNN, o único responsável legal da instituição é o ministro, neste caso, Carlos Vamain.

Quintino Alves não gostou destas declarações, tendo repostado ao governante, acabando os dois membros do Governo saído do golpe de Estado de 12 de Abril por se envolver numa troca de palavras indecentes.

Na sequência deste acontecimento, no dia 10 de Agosto, Quintino Alves procedeu à mudança de fechaduras em alguns gabinetes afectos à sua área de jurisdição, incluindo o serviço do banco de dados de processo de reforma na função pública guineense.

Um dia depois, ou seja, a 11 de Agosto, o ministro da Função Publica deslocou-se ao Ministério do Interior, onde manteve um encontro com Secretário de Estado da Segurança Nacional e Ordem Pública, Basílio Sanca, e com o ministro do Interior, António Suca Ntchama, abordando a situação que ocorreu no Ministério da Função Pública.

Esta é uma das situações de desacatos mais evidentes que caracteriza o executivo de transição, liderado por Rui Barros, sob controlo de Manuel Serifo Nhamadjo.

A PNN apurou que, recentemente, um dos mais altos responsáveis pelo regime de transição, implantado a 22 de Maio, teria sido convocado pelo seu superior hierárquico mas, no entanto, não se dignou a responder à referida solicitação.

O assunto do Ministério da Função Pública já é de conhecimento de Rui Barros e Serifo Nhamadjo, Primeiro-ministro e Presidente de transição, respectivamente.

(c) PNN Portuguese News Network

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

E ESTA ????



O Governo de transição nomeou o coronel Manuel dos Santos "Manecas", representante permanente da Guiné-Bissau na ONU. Cargo que vai acumular com o de embaixador da G.Bissau em Angola.


O embaixador da Guiné-Bissau em Portugal recebeu instruções do governo de transição guineense para abandonar o cargo em Lisboa. Mas o governo português não reconhece as autoridades atuais, saídas do golpe de Estado.



Os embaixadores da Guiné-Bissau em Portugal, em França e na União Europeia serão substituídos por três novos encarregados de negócio. A decisão é do governo de transição da Guiné-Bissau, formado depois do golpe de Estado de 12 de abril.
Um despacho do gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, determina a nomeação do poeta Carlos Edmilson Marques Vieira para o cargo de ministro conselheiro na embaixada em Portugal.
Fali Embaló, diplomata de carreira, que representa o país há cerca de dois anos, confirmou à DW África ter recebido um documento de Bissau a pedir que se prepare para abandonar o posto em Lisboa.
O diplomata não recebeu nenhuma notificação oficial, mas assegurou à agência de notícias Lusa, que vai continuar a exercer as suas funções até que estejam reunidas as condições para regressar.
"Digam ao povo que fico"
Contactado pela DW África, Fali Embaló evitou comentar a notícia por uma questão ética. À Lusa, ele disse que é um prazer regressar ao país natal. No entanto, o ex-deputado do Movimento Bafatá, Domingos Lourenço Fernandes, que também é presidente do Conselho dos Anciãos da Guiné-Bissau, acredita que o diplomata guineense deve continuar em Lisboa porque ele foi nomeado, na época, por um governo e um Presidente legítimo, eleitos pelo povo.
Lourenço Fernandes defende que Embaló não é embaixador de um governo, mas do Estado da Guiné-Bissau: "Ele é um apartidário." Segundo ele, esta é a vontade de quase 90% dos imigrantes guineenses.
O ex-deputado considera incongruente e vergonhosa a atitude do ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de transição, Faustino Imbali.
À DW África, o Lourenço Fernandes lembrou que quem decide sobre assuntos relacionados com os embaixadores não é o ministro do Negócios Estrangeiros, mas o primeiro-ministro juntamente com o Presidente da República."
Fali Embaló já disse que não tem problemas em deixar Lisboa
Persona non grata
Observadores políticos sustentam que o executivo de Lisboa não dará luz verde a um encarregado de negócios indicado nestas condições, uma vez que Portugal condenou o golpe de Estado na Guiné-Bissau.
Abordado pela DW África, José Carlos Júnior, do Fórum da Diáspora para o Diálogo e Desenvolvimento da Guiné-Bissau, afirma que o ato do governo de transição, de substituir o embaixador, é ilegal. Já avisou que será enviada uma carta à capital guineense para impugnar a ação.
Para José Carlos Júnior, o diplomata em Lisboa é o homem certo, no lugar certo. Na opinião dele, Embaló não deve acatar as ordens de Faustino Imbali.
"O Faustino Imbali não é o dono da Guiné-Bissau, nem Serifo Nhamadjo que é uma representação da CEDEAO na Guiné-Bissau, da Nigéria, da Costa do Marfim, do Senegal e do Burkina Faso."
O secretário de Estado das Comunidades guineenses, Idelfrides Gomes Fernandes, disse porém, nesta quinta-feira (9.08), que a movimentação do pessoal diplomático é um ato normal e que portanto, não há motivos para a atuação ser criticada.

Fonte: DW
Autor: João Carlos (Lisboa, Portugal)
Edição: Bettina Riffel / António Rocha

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Greve em universidades federais prejudica estudantes africanos no Brasil


Continuam paradas 56 das 59 universidades federais brasileiras. Greve de quase três meses gera incertezas na vida de estudantes africanos no Brasil. Proposta do governo foi recusada por sindicatos.
Pelo menos mil estudantes africanos estão prejudicados devido à greve de professores e servidores nas universidades federais brasileiras, de acordo com números do Ministério da Educação (MEC). A paralisação começou em meados de maio e aumenta despesas de alunos estrangeiros que precisam pagar alojamento e alimentação durante mais tempo no Brasil.
O acesso à biblioteca e a outros serviços também foi interrompido. Segundo o presidente da União dos Estudantes Africanos em Brasília, Alberto Carvalho, muitos colegas não poderão visitar as famílias no fim do ano por causa da reposição das aulas atrasadas. “No fim do ano nós temos as férias prolongadas, só que com a greve, as aulas vão avançar no mês de dezembro e janeiro", explica.
"Os estudantes que iam passar o Natal com a família não vão ter condições de pagar cerca de US$ 1.400 em uma passagem aérea para ficar poucos dias. A maior parte acaba ficando no Brasil e também gastando mais enquanto está aqui”, lamenta o angolano.
Bibliotecas fechadas prejudicam principalmente alunos em fase final
Bibliotecas fechadas prejudicam principalmente alunos em fase final
Estudante de Relações Internacionais, Alberto está na reta final para concluir o mestrado na Universidade de Brasília (UnB). Por causa da greve, ele teve que interromper o andamento de sua tese. “Neste momento, eu preciso de cinco livros na biblioteca e não tenho como retirá-los. Tenho que esperar a greve acabar para poder solicitá-los e continuar escrevendo a minha dissertação”, reclama.
Atrasos na formatura geram mais despesas
Também estudante da UnB, Glaudenso da Costa é da Guiné-Bissau e deveria ter se formado em sociologia em junho, mas ainda não sabe quando poderá defender a tese para concluir o curso. "Você vem calculando um tempo para se formar e tem que contar pelo menos um ano a mais. Logo quando cheguei também peguei uma greve de três meses, sem contar outras tantas. Você sabe só o dia que você entra, mas nunca o que você sai", conta.
"Você sabe só o dia que você entra, mas nunca o que você sai", desabafa estudante guineense
"Você sabe só o dia que você entra, mas nunca o que você sai", desabafa estudante guineense
"Além de tudo, você tem que pagar aluguel e alimentação sem ter produtividade na universidade", ressalta Glaudenso.

De acordo com o último censo do Ministério da Educação do Brasil, em 2010, quase 1.100 estudantes matriculados em universidades federais brasileiras eram da África lusófona: 420 cabo-verdianos, 380 guineenses, 178 angolanos, 61 são-tomenses e 40 moçambicanos.
Governo e sindicatos em desacordo
Atualmente, calcula-se um número mais alto devido à maior quantidade de novos alunos, comparados aos que se formam por ano, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores. Além disso, outros países da África também enviam estudantes ao Brasil.

O governo brasileiro propôs um aumento salarial de 25% a 40% aos professores universitários a ser ajustado gradualmente até 2015, além de alterações no plano de carreira da categoria e novas contratações.
Já os servidores administrativos receberam uma proposta oficial de 15% de reajuste no salário. Os sindicatos, no entanto, consideram as negociações insuficientes e pedem uma reforma estrutural no plano de carreira, além de um aumento maior. Uma série de assembleias está em andamento para avaliar a continuidade da greve nas universidades federais brasileiras.

Fonte: DW.DE
Autora: Patrícia Álvares
Edição: António Rocha / Renate Krieger