terça-feira, 14 de maio de 2013

RENOVÁVEIS CHEGA A BISSAU...



O Governo de transição da Guiné-Bissau e uma empresa norte-americana de energias renováveis lançaram hoje, nos arredores de Bissau, a primeira pedra para a construção de uma central fotovoltaica de 10 megawatts.

A construção da central começa de imediato e deverá estar pronta em seis meses, fornecendo energia a cerca de 40 mil pessoas das regiões de Biombo e também de Bissau, foi anunciado na cerimónia.

Segundo o ministro dos Recursos Naturais e da Energia, Daniel Gomes, nos últimos oito meses foi feita a parte técnica e elaborado e aprovado o projeto, tendo já sido assinado um "convénio de entendimento" com a empresa, o que vai permitir que a Guiné-Bissau seja "o primeiro país" da região "a ter uma central fotovoltaica".

A iniciativa vai ter um grande impacto na economia do país e vai servir para relançar a economia rural, disse o ministro na cerimónia, que decorreu numa zona rural a oeste de Bissau, zona que vai ser servida pela central.

O ministro agradeceu à empresa Suntrough Energy a confiança na Guiné-Bissau ao instalar a central e disse que o projeto contempla a instalação de outra central com idênticas capacidades na região leste, em Bafatá.

Por sua vez, o primeiro ministro pediu a colaboração da população, nomeadamente para respeitar o empreendimento e não deixar que haja furtos, e salientou que quando a central estiver a funcionar surgirão fábricas e os guineenses da zona terão acesso à informação (Internet) como qualquer outro cidadão do mundo.
As soluções para a Guiné-Bissau não podem vir de fora, de fora veem os apoios, frisou Rui de Barros.

A construção da central está orçada em 30 milhões de dólares (23 milhões de euros).
A Suntrough Energy é uma empresa dos Estados Unidos da área da energia solar com larga experiência nesta área.

A Guiné-Bissau tem uma falta crónica de eletricidade. A energia que produz nem chega para a capital, que está a maior parte do tempo "às escuras".

PEDIDO DE DESCULPAS...

NA SEQUÊNCIA DAS NOTÍCIAS POSTAS A CIRCULAR QUE DAVAM CONTA DA MORTE DO EX-PRESIDENTE INTERINO DA REPÚBLICA, HENRIQUE ROSA, QUE TAMBÉM FOI NOTICIADA NESTE BLOG E DEPOIS DE VARIAS INFORMAÇÕES CONTRÁRIAS, A DIREÇÃO DESTE BLOG PEDE AS SINCERAS DESCULPAS A FAMÍLIA, AMIGOS E CONHECIDOS QUE FORAM ATINGIDAS COM A REFERIDA NOTÍCIAS. 

sábado, 11 de maio de 2013

QUE VÃO TODOS E...DE UMA SÓ VEZ...




O representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, José Ramos Horta, considera que "mais cedo ou mais tarde" os Estados Unidos vão "capturar mais uma pessoa" relacionada com o tráfico de droga.
Questionado numa entrevista à rádio ONU, em Nova Iorque, sobre o problema do tráfico de droga na Guiné Bissau, o responsável timorense explicou que "ao permitir ou serem indiferentes que os gangs criminosos da Colômbia, da Bolívia, do Peru usem o seu território como um ponto de transição, mais cedo ou mais tarde, eles [os líderes locais] terão alguém - neste caso os americanos -, aterrando no seu território e entrando em ação" e por isso considerou que "é melhor que sejam as próprias autoridades da Guiné-Bissau a tomar esta atitude".
Assim, Ramos Horta faz um apelo: "Indivíduos na Guiné-Bissau, no Exército ou política, que estejam envolvidos, cessem todas as atividades e cooperem com as autoridades. Acabem com as drogas. Se eles estiveram envolvidos no passado, terminem com tudo completamente. Eu estou a avisar: mais cedo ou mais tarde, os americanos vão capturar mais uma pessoa" para encher "as cadeias de Manhattan".


O GRITO DE DESESPERO...DAS CRIANÇAS...

O realizador guineense Flora Gomes estreou na quinta-feira(09/05/2013), em Portugal, o filme "A república di mininus", que é "um grito de desespero" sobre as "turbulências" em África, afirmou o cineasta.

O filme, co-produzido por Portugal, foi rodado em Moçambique com crianças, às quais se juntou
o actor norte-americano Danny Glover.
Nesta ficção, numa sociedade marcada pelo conflito, são as crianças que assumem as funções dos adultos nos hospitais, na educação, no poder. A elas junta-se um conselheiro (Danny Glover), que tem a capacidade de ver mais além, através de um simples par de óculos.

"Os países como o meu, para não falar dos países de África em geral, saíram [tornaram-se independentes] há menos de 40 a 50 anos. Estamos a construir algo que é tão difícil. Não digo que é impossível, mas tem que se fazer, compreendendo toda a complexidade do país em que estávamos a viver", afirmou.
No caso da Guiné-Bissau, "quem perde, perdeu tudo, já não tem expressão. Quem ganha vitoriosamente, pensa que é para a eternidade. Isso cria animosidade entre quem perde e quem ganha, não há diálogo".
Flora Gomes manifestou-se céptico em relação à realização de eleições no país: "Eleições sim, mas depois das eleições o que é que vai haver? Isso é que eu quero saber".
Em "A repúbllca di mininus" há ainda um discreto protagonista: um par de óculos, que esteve perdido durante anos e que é reencontrado pelo conselheiro Dubem (Danny Glover).
Esses óculos, que no filme permitem perceber como será o futuro, representam as pessoas que marcaram a vida de Flora Gomes - "fizeram a minha geração sonhar" - como Amílcar Cabral, fundador do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde), que conheceu nos anos 1960, ainda adolescente, e de quem quer um dia fazer um filme de ficção.
Flora Gomes disse também que um dia quer voltar a filmar na Guiné-Bissau - "estou a preparar-me para voltar à minha terra para filmar" -, mas não sabe quando, e garante que só faz filmes onde se sente realizado.
Na Guiné-Bissau, onde a actividade cinematográfica praticamente não tem expressão, "não há nenhuma política cultural. É muito doloroso dizer isso"
, lamentou.
Por ora, Flora Gomes prepara um policial sobre tráfico de droga - um dos problemas que atingem actualmente a Guiné-Bissau -, mas a história irá passar-se num país imaginário, "o 17.º país da África Ocidental", cujo nome não quis revelar.
Sobre o tráfico de droga na Guiné-Bissau, Flora Gomes argumenta: "Eu não estou a negar que existe, que não haja pessoas metidas nisto, mas é preciso contar a história como ela é", alertando para a fragilidade de vários países de África, "condenados a essa vida".
A Guiné-Bissau "está a pagar a factura da sua vulnerabilidade", disse o realizador.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

BOA...



Organizações não-governamentais da Guiné-Bissau que lutam contra a excisão genital feminina estão a promover comunidades livres de tal prática, de acordo com um novo plano de luta hoje apresentado em Bissau.
No sábado será feita a primeira declaração pública no bairro de Bissaque em como ali se abandonou a mutilação genital feminina, no âmbito de um projeto de sensibilização da organização OKANTO.
A OKANTO, com outras três organizações não-governamentais faz parte do projeto DJINOPI (Djintis Nô Pintcha - vamos em frente), que desde 2010 tem como objetivo lutar contra a prática da mutilação genital feminina (fanado de mulheres).
Maria Domingas Gomes, presidente da DJINOPI, explicou hoje que depois de uma intensa fase de sensibilização é chegada a hora de as comunidades começarem a fazer declarações públicas de abandono da prática.
A DJINOPI atua nos bairros de Bissau, onde quer mudar mentalidades e "consciencializar a população de que a excisão feminina não é uma norma religiosa mas sim uma grave ameaça à saúde física e psicológica das crianças e das mulheres, assim como uma violação dos direitos humanos", disse Domingas Gomes.
Até 2014, acrescentou, a organização vai consolidar a presença nos bairros, porque "o trabalho não termina com as declarações públicas".
A responsável lembrou que um passo importante para pôr termo à prática foi a declaração dos líderes islâmicos, que em fevereiro passado pronunciaram no parlamento uma Fatwa (decreto religioso) proibindo a prática da excisão e afirmando que a mesma não é prática do Islão nem "é do Islão". A Guiné-Bissau é um Estado laico mas quase metade da população é muçulmana.
Maria Domingas Gomes disse estar convencida de que o corte do clitóris das crianças é uma prática já menos comum em Bissau, pelo menos nos bairros onde a DJINOPI trabalha, dando como exemplo o de Bissaque, onde foram as próprias fanatecas (mulheres que fazem a excisão) que disseram estar prontas para fazer a declaração.
"Hoje as fanatecas são nossas colaboradoras nos bairros", garantiu a responsável, ainda que não possa dizer que a prática tenha sido completamente extinta.
Na Guiné-Bissau a excisão genital feminina é proibida mas continua a fazer-se de acordo com responsáveis que trabalham nessa área a nível nacional. Estima-se que no país cerca de 50 por cento das mulheres entre os 15 e os 49 anos foram excisadas, sendo mais comum nas comunidades islâmicas, especialmente do leste do país.
"Estima-se que entre 272 mil a 500 mil mulheres e meninas estão expostas à excisão na Guiné-Bissau", praticada em crianças entre os três meses e os 14 anos, dependendo do grupo étnico, segundo números de Domingas Gomes. No mundo a prática atinge três milhões de mulheres em 28 países.

LUSA

UE PROMETE CONTRIBUIR PARA AS ELEIÇÕES...



O embaixador da União Europeia em Bissau, Joaquim Gonzalez Ducay, considera que é possível fazer eleições este ano e diz que os 27 estão disponíveis para "contribuir substancialmente para o processo". "A União Europeia entende que as eleições poderão acontecer ainda em 2013", Vincou.
"Tecnicamente seria possível e financeiramente também. A União Europeia já manifestou a sua disponibilidade para contribuir substancialmente para o processo, outros parceiros já se manifestaram nesse sentido", indicou.

OUVIRAM ??? O MUNDO ESTÁ FARTO DE ATURAR BARBARIDADE...



O Embaixador da União Europeia em Bissau, Joaquin Gonzáles Ducay, disse que, nos últimos tempos, a história do país tem sido escrita com
«letras de violência e de desencontros», situação que já levou o povo guineense a um grande sofrimento.
Joaquin Gonzáles Ducay falava durante a cerimónia comemorativa do dia da Europa, assinalado a 9 de Maio, tendo saudado a iniciativa de diálogo entre os partidos guineenses.

«Para que as coisas mudem de vez é fundamental a coragem dos dirigentes, pois a concordância não se constrói escorrendo as linhas de clivagens ou disputas, mas acontece buscando os pontos comuns que vislumbram um futuro melhor», referiu Joaquin Gonzáles Ducay.
Sobre a realização das eleições Gerais, o Embaixador da União Europeia (UE) no país sublinhou que o processo pode decorrer ainda este ano, de onde sairá um Governo legítimo para enfrentar a questão das reformas.
«A UE já tinha manifestado disponibilidade em apoiar estas eleições, assim como outros parceiros já o fizeram», lembrou o representante, acrescentando que a UE vai continuar a desenvolver ações a favor da população.
Joaquin Ducay disse que a sua organização vai, igualmente, continuar empenhada em ajudar a moldar a resposta da comunidade internacional, em função do desenvolvimento que se espera que aconteça e em estrita colaboração com a União Africana (UA), a CEDAO, a CPLP e as Nações Unidas, entre outros parceiros da Guiné-Bissau, tanto bilaterais como multilaterais.

PNN

quarta-feira, 8 de maio de 2013

REFUGIADOS "LIVRES"...

Dois dirigentes políticos guineenses que estavam refugiados na sede da União Europeia em Bissau, há sete meses, deixaram hoje o local. Nestas instalações continua ainda o general Melciades Gomes Fernandes(Manel Mina)

Saíram assim da sede da União Europeia,Tomás Barbosa, secretário de Estado do Ambiente no Governo deposto no golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, e Ibraima Sow, antigo ministro da Educação e líder do Partido Popular da Guiné-Bissau.Os três responsáveis guineenses refugiaram-se em Outubro do ano passado, na sequência do ataque ao quartel dos para-comandos, por um grupo de militares. Na versão das autoridades, estas pessoas estariam em conluio com os militares na preparação de um golpe de Estado.

terça-feira, 7 de maio de 2013

GOVERNO E PROFESSORES SEM ENTENDIMENTO



Uma reunião realizada hoje entre sindicatos dos professores e governo da Guiné-Bissau foi inconclusiva e
a greve no setor da Educação vai manter-se.
Os professores do ensino público da Guiné-Bissau iniciaram hoje uma greve de 30 dias úteis, cujo término vai coincidir com o final do ano letivo. Caso a greve seja cumprida na totalidade o ano letivo deverá ser considerado inválido, visto que esta é a terceira greve dos professores neste ano, que levaram a muitos dias de aulas perdidos.

ONU... MAIS UM ANO...



O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, propõe mais um ano de mandato para o escritório da ONU na Guiné-Bissau mas sugere uma reformulação que contempla a abertura de delegações regionais e um segundo representante especial.
O Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) termina o mandato no final de maio mas no relatório que Ban Ki-Moon enviou ao Conselho de Segurança, a que a Agência Lusa teve hoje acesso, sugere-se que o mandato seja revisto e prorrogado até 31 de maio de 2014.
Tal permitirá que a missão da ONU tenha mais tempo para dar "apoio estratégico" às autoridades nacionais, em cooperação com outros parceiros internacionais, nota o documento, no qual se pede também a manutenção no país e mais apoio para o escritório das Nações Unidas contra o tráfico de droga.

Ban Ki-Moon defende que o processo político na Guiné-Bissau deve de ser visto numa perspetiva ampla e em duas fases, uma até às eleições e outra depois, para a implementação de reformas chave, o que tem de requerer um acordo pós-eleitoral.

No relatório Ban Ki-Moon diz que a situação política na Guiné-Bissau continua tensa, devido às contínuas discordâncias entre políticos para acertar um roteiro que leve à restauração da ordem constitucional, e que em termos de segurança a situação é de calma ainda que "volátil".

Ban Ki-Moon reconhece que apesar da fraqueza do Estado e dos críticos indicadores sócio-económicos a Guiné-Bissau não caiu num conflito aberto e diz que só com uma política de estabilidade e segurança é possível aproveitar os abundantes recursos.