quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DESAFIO TOTAL

Falando para cerca de uma centena de alunos das escolas públicas que se manifestaram hoje em frente do Parlamento, Sory Djaló pediu calma aos alunos, dizendo-lhes que está solidário com a sua luta.

"Estamos solidários com os alunos e os professores da Guiné-Bissau, porque a única herança que podemos deixar para os jovens de hoje é a formação, não são carros, casas ou quintas. Lamentavelmente neste momento estamos muito tristes e preocupados porque não há aulas", afirmou o presidente do Parlamento guineense.

 

As escolas públicas da Guiné-Bissau estão encerradas há uma semana devido à greve dos professores. A paralisação, convocada para 30 dias, é em sinal de protesto pelo incumprimento do Governo dos acordos celebrados com os docentes em relação ao pagamento de salários em atraso e efetivação de professores novos no sistema.

O presidente do Parlamento apelou aos alunos para que tenham calma, mas acusou o Governo de não estar a dar resposta às necessidades da população.

"Não há aulas, não há água (canalizada), não há energia elétrica (da rede publica), não há nada, senão problemas e mais problemas", frisou Sory Djaló, lembrando aos alunos a polémica que opõe o Parlamento ao Governo de transição.

"Este Governo não quer se sujeitar ao controlo constitucional do Parlamento. O Governo quer passar sem prestar contas a ninguém, mas que saiba, que fique a saber que isso não irá acontecer. Não vamos desarmar", avisou o presidente do Parlamento guineense.

Sory Djaló disse ainda que não se pode permitir um país sem escolas para os jovens.

"Que o Governo pague aos professores. Diz que não comeu o dinheiro (do Estado), então onde é que o dinheiro do Tesouro Publico está?", questionou Djaló, perguntando ainda por que motivo até hoje não foi pago o salário do mês de fevereiro.

"Quero pedir-vos calma para vermos o que aí vem, porque este Governo não está a governar nada, porque não tem condições de governar ninguém, sobretudo aqueles ministros que lá estão, oriundos de pequenos partidos", enfatizou o presidente do Parlamento, merecendo palmas dos alunos.

Sory Djaló, que recebeu um manifesto de protesto dos jovens, disse que vai analisar o documento na plenária do Parlamento e de seguida fará com que chegue ao seu destinatário.


RTP

VIGÍLIA NA ANP

A Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné Bissau (CONAEGUIB), convocou para esta quinta-feira, uma vigília em frente do Palácio Colinas de Boé, em Bissau, para exigir reinício das aulas no setor do ensino público encerradas há duas semanas por uma greve de professores.
O presidente da comissão organizadora da vigília, Roberto Armando Djú, instou a solidariedade dos alunos das escolas privadas nesta luta.
“Temos uma vigília marcada para quinta-feira, 28 de fevereiro em frente as instalações da Assembleia Nacional popular. Enquanto estudantes, nós vamos exigir do governo, o cumprimento da sua obrigação, posto que o pedido de direito-à-escola não significa um favor que nos estaria a fazer”, afirmou Armando Djú.
Ações de vigília, de acordo com Djú, irão continuar até que se ultrapasse a crise vigente no setor.

ACIDENTE DE VIAÇÃO FAZ 1O MORTOS

Dez mortos e 17 feridos é o balanço de um acidente de viação ocorrido, esta quinta-feira, na região de Bula, norte da Guiné-Bissau, disseram fontes hospitalares.

De acordo com as fontes, deram entrada no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, "27 casos" resultantes do acidente, 10 dos quais mortais. 

O acidente envolveu duas viaturas de transportes mistos de passageiros (pequenas viaturas adaptadas para transporte de pessoas e mercadoria). 

Segundo as fontes contactadas pela Lusa, estiveram envolvidos uma viatura que seguia de Canchungo para Bissau e outra que ia de Bissau para Bula.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

 
 
AUTORIDADE REGULADORA NACIONAL
 

 

Na Guiné-Bissau há cerca de 40 rádios. Nesse grupo incluem-se a Rádio Nacional, as rádios comerciais e as emissoras comunitárias. Mas as rádios não têm licenças definitivas de funcionamento.

Todas as rádios operam com licenças provisórias de seis meses, que normalmente são atribuídas apenas para que o proprietário possa adquirir os equipamentos necessários para abrir uma estação radiofónica no país. Passados seis meses, o requerente deveria entregar um projeto técnico solicitando a licença definitiva. No entanto, isso não acontece há décadas.

Segundo a Autoridade Reguladora Nacional (ARN), mais de 80 por cento das rádios a funcionar na Guiné-Bissau não entregaram um projeto técnico. A ARN avisa que as rádios terão de o fazer até 31 de março, caso contrário a partir dessa data as autoridades começarão a silenciar as emissoras ilegais.

 

"Até 31 de março, todas as rádios que estão a funcionar na Guiné-Bissau devem entregar o projeto técnico. Aliás, é uma obrigação", referiu o presidente da ARN, Gibril Mané, acrescentando que a autoridade vai fazer o possível para regularizar o setor.

No país, é comum haver rádios com antenas superiores à licença provisória atribuída. Também acontece com frequência que as rádios não têm filtros harmónicos, dispositivos que eliminam as interferências de outras emissoras numa determinada frequência.

"É inconcebível entender que uma rádio funciona sem filtro harmónico", disse o responsável da ARN, Gibril Mané. Cada um deveria poder emitir os seus programas na frequência que lhe foi atribuída, sublinhou, mas "não é isso que se está a passar na Guiné-Bissau."

 

Segundo Mané, neste momento a ARN dispõe de equipamentos para fiscalizar a atuação das rádios, incluindo a Rádio Nacional e a televisão pública, e isso incluiria uma viatura tecnicamente equipada e um sistema informático fixo, que teria custado cerca de 575 mil dólares.

 

É para disciplinar o mercado", disse o responsável. "A partir de agora, todas as rádios irão respeitar a licença e a frequência que lhes foram atribuídas" e, alerta Mané, o veículo da ARN pode inclusive "bloquear automaticamente as estações em caso de incumprimento".

A Autoridade acaba de lançar o novo sistema de fiscalização que permite verificar se as rádios estão a emitir nas frequências atribuídas e fiscalizar também todas as irregularidades, tanto a nível de operadores de telefones móveis, como de rádios.

DW

 

CAROS CAMARADAS,

 

MAIS HOJE MAIS UMA VEZ, VEIO A TONA DIVERSAS NOTÍCIAS SOBRE A GUINÉ BISSAU, MINHA PÁTRIA AMADA:

 

CONFUSÃO, DESENTENDIMENTO ENTRE OS DIFERENTES ATORES E CONDUTORES DO DESTINO DO PAÍS. SENDO OU NÃO VERDADE A GUINÉ E OS SEUS BONS FILHOS, TODOS JUNTOS TÊM QUE PÔR UM TRAVÃO NISTO, CHEGA.

 
 

CAMARADAS,

 

HÁ QUEM DIGA QUE:

 
 

" O MUNDO TORNOU-SE UM LUGAR PERIGOSO DE VIVER, NÃO POR CAUSA DAQUELES QUE FAZEM MAL, MAS SIM, POR CAUSA DAQUELES QUE OBSERVAM  E DEIXAM O MAL ACONTECER. "

 
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

FIM DA VISITA DO FMI DEIXA ESPERANÇA



Num comunicado divulgado a missão diz o seguinte:


A missão realizou uma avaliação preliminar dos desenvolvimentos macro económicos em 2012 e das perspectivas para 2013. A actividade económica foi afectada adversamente pela queda acentuada nos volumes de exportação e preço da castanha de caju, e pela diminuição da assistência dos doadores na sequência do golpe de Estado de Abril último. Embora a situação continue difícil  devido às incertezas políticas existentes, espera-se que a economia recupere em 2013, fruto de uma retoma da produção e exportação do caju.

A missão também discutiu a proposta do Governo para o orçamento de 2013 e passou em revista a situação do apoio dos doadores e de outros parceiros de desenvolvimento. A estabilidade fiscal deveria articular-se num plano orçamental coerente com projecções prudentes da receita interna e dos donativos externos. A missão saúda o empenho das autoridades no reforço da gestão das finanças públicas e da administração tributária e aduaneira, e o FMI coloca-se à sua disposição para fornecer assistência técnica nessas áreas.

As discussões continuarão durante as reuniões da Primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington, em Abril. Posteriormente, uma missão do FMI regressará a Bissau no contexto das discussões de 2013 da consulta do Artigo IV.

Lord Teverson, Presidente da Comissão para os Negócios Estrangeiros e Europeus da Câmara dos Lordes (o Senado Britânico), irá proferir amanhã um discurso na Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau

Lord Teverson irá apelar aos deputados da Assembleia Nacional Popular - ANP, para apostarem no processo de Reconciliação Nacional e dirá aos parlamentares o seu “dever fundamental de conduzir a Guiné-Bissau para um futuro melhor”.

A “Union Jack”, a bandeira do Reino Unido, foi hasteada na Assembleia Nacional Popular para celebrar esta visita. Lord Teverson é membro do Grupo Parlamentar Britânico para a Guiné-Bissau.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

FMI DE VISITA A GUINÉ BISSAU...

 

A retoma das actividades do Fundo Monetário Internacional na Guiné-Bissau pode significar o regresso de outros doadores internacionais, afirmou o ministro das Finanças do governo de transição da G.Bissau, Abubacar Demba Dahaba.

Uma equipa do FMI está em Bissau numa visita de prospeção.

O representante do FMI para a Guiné-Bissau disse ter aproveitado as consultas na capital para analisar e dar opinião sobre a proposta do Orçamento Geral do Estado para 2013, e ainda discutir as propostas de apoio, particularmente na área tributária e da reforma das finanças públicas.

O FMI suspendeu a ajuda à Guiné-Bissau na sequência do golpe de estado de Abril de 2012

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

PAULO TORRES DISPONÍVEL PARA A SELEÇÃO DA GUINÉ BISSAU

O treinador português Paulo Torres endereçou uma carta ao presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Manuel Lopes, manifestando vontade de treinar a seleção do país.

Em carta a que a agência Lusa teve esta sexta-feira acesso, e que está a ser divulgada na imprensa guineense, Paulo Torres diz-se «apaixonado pelo talento que existe nos jogadores guineenses» e ainda lembra ao presidente da FFGB o fato de ter estado dois meses seguidos no país onde pode comprovar o que diz na missiva.

Antigo jogador do Sporting e campeão do mundo de 20 por Portugal, Paulo Torres sustenta a sua ambição de orientar a seleção guineense na base de um projeto de desenvolvimento do futebol local a implementar em três anos.

«Escrevo esta carta com maior dedicação e paixão, ficando desde logo ao vosso dispor, sentindo que conseguirei mudar o futebol da Guiné-Bissau num espaço de três anos. Quero conquistar a vossa confiança e a do povo da Guiné-Bissau», lê-se na missiva do treinador português.

Paulo Torres promete trabalho e profissionalismo para merecer a confiança dos guineenses, predispondo-se para viajar para a Guiné-Bissau logo que for chamado pelo presidente da Federação.

A Guiné-Bissau foi orientada entre abril de 2010 a outubro de 2011 pelo técnico luso Luís Norton de Matos, que entretanto, deixou a seleção guineense para orientar a equipa B do Benfica.

Em junho passado e no jogo diante dos Camarões, a contar para as eliminatórias para o Mundial de 2014, a Guiné-Bissau foi orientada por um outro técnico português, Carlos Manuel, na altura, apresentado pelo presidente da Federação guineense de futebol como sendo o selecionador nacional.

De lá para cá o nome de Carlos Manuel nunca mais voltou a ser falado como selecionador da Guiné-Bissau.

SPORTINFORMA/SAPO